Arquivo de Março de 2008

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Edvan Feitosa Coutinho*

Sem plano de comunicação não há comunicação. Essa é a máxima do professor Thierry Libaert, doutor em Comunicação, mestre de conferências sobre comunicação de empresas e organizações em universidades na França e na Bélgica. Mais que um acadêmico, Libaert é um dos primeiros profissionais de comunicação a atuar em grandes empresas francesas e também junto a organismos governamentais, como ministérios e prefeituras, e não-governamentais, como associações sem fins lucrativos. Com a experiência prática e a teoria, ele escreveu vários livros sobre comunicação corporativa – alguns se tornaram espécies de bíblias para quem atua nessa área.

É o caso de O Plano de Comunicação – definir e organizar sua estratégia de comunicação. Dunod, 2ª Edição, Paris (há uma versão em espanhol publicada em 2005 por edições Noriega). No livro, Libaert diz que é preciso ver a comunicação como uma técnica essencial para sustentar uma dinâmica de desenvolvimento da empresa ou organização. “Até os anos 90, o responsável pela comunicação estava sozinho à bordo. Hoje ele está sob os olhares dos colegas dos departamentos jurídico e financeiro: toda a comunicação é filtrada por advogados, avaliada pelo diretor financeiro, pelo diretor de compras, referendado pelo controlador de gestão”, diz o professor. E por que isso? Simples, os dias atuais são os dias da hipermediatização e da descentralização das mídias. A TV e os jornais não são os únicos meios de informação disponíveis aos consumidores, formadores de opinião, investidores, parceiros e fornecedores. “Hoje a imagem uma empresa é considerada ativo dotado de valor financeiro e que pode estar no centro de ligações gigantescas”, acrescenta o professor. Ele dá um exemplo do mundo das ONGs: “veja o que aconteceu depois do tsunami na Ásia. As entidades que mais arrecadaram doações foram justamente as mais conhecidas, reconhecidas e citadas”.

Na selva de marcas, empresas e organizações precisam sobressair em dias de concorrência acirrada e públicos exigentes porque públicos mais conscientes. Aí é que entra a comunicação como arma essencial na guerra pelos corações e mentes. E a estratégia precisa ser clara: tudo no papel (ou na tela) com data para acontecer, responsável pela execução, meios orçamentários e tudo mais. É o que o Libaert chama de tabela de bordo.

Outro aspecto que o professor defende é a avaliação das ações de comunicação. “Toda ação de comunicação pode ser medida em seus efeitos”, sentencia. “Essa tendência é tão clara que hoje, aqui na Europa, as diretorias de comunicação passam a contar com pelo menos 3 profissionais especializados nessa avaliação”. Mas Libaert aconselha: quem faz o plano de comunicação não deve também avaliar os efeitos desse plano. Para ele, a avaliação, com pesquisas quantitativas e qualitativas, devem ser feitas de forma independente. “Essa é outra tendência, a de agências especializadas em avaliação das ações de comunicação”. Isso garante uma isenção maior.

*Jornalista há 20 anos. Atualmente cursa o mestrado em Mídia, Cultura e Educação na Université Catholique de Louvain (UCL), em Louvain La Neuve, Bélgica.

Aditivado

Comunicação é valor estratégico

foto jose luiz schiavoni - foto jose luiz schiavoni

José Luiz Schiavoni*

A comunicação está na ordem do dia das organizações. A economia brasileira tem níveis de competitividade cada vez mais acirrados. As empresas e organizações vivem premidas pela necessidade de manter sua marca em evidência e zelar por sua reputação. E tudo isso dentro de um contexto social que reúne ingredientes como imprensa livre e atuante, organizações não governamentais vigilantes e consumidores exigentes.

Para cuidar de reputação e colocar a marca de uma empresa no top of mind dos consumidores não basta produzir com qualidade ou prestar serviços com eficiência. É preciso fazer chegar aos públicos de interesse estratégico das empresas mensagens claras, informações de credibilidade. E como executar essa tarefa?

Alguns, diriam que o caminho é investir em publicidade de massa. Separe alguns milhares de reais de seu orçamento e invista na propaganda. É um caminho, mas não o único e nem o mais indicado para muitos dos casos.

Um mercado mais exigente e atento quer informações críveis. Uma boa propaganda pode exaltar atributos de um produto ou serviço, mas será sempre necessário oferecer algo mais. Para isso, entra em cena a comunicação corporativa.

Estamos falando de um pacote de soluções que começa pelo diagnóstico das necessidades de comunicação de uma empresa ou organização. Passa pela etapa fundamental da definição de estratégias e pela adoção de um plano de ação para comunicar com credibilidade e atingir diretamente os públicos de interesse da empresa.

O mercado de comunicação corporativa, hoje, conta com um conjunto de mais de 1000 empresas, dos mais variados portes e perfis, em todo o país. À medida que a cultura da comunicação cresce dentro das organizações, este mercado se profissionaliza e se aperfeiçoa.

Hoje, as agências de comunicação brasileiras – e também aquelas que estão no Pará, um de nossos mercados mais desenvolvidos – estão prontas para atender demandas de comunicação de todos os segmentos econômicos.

Atuam na definição de estratégias e lançam mão de ações de comunicação que compreendem pesquisa qualitativa, relações com a mídia, relações governamentais, comunicação interna, eventos, produção de conteúdo para publicações impressas, produção e gerenciamento de sites e blogs corporativos, treinamento de porta-vozes, publicidade institucional, treinamento e gerenciamento de crises, produção de vídeos empresariais e um amplo pacote de serviços que englobam também as novas mídias, segmento no qual boa parte das ações de comunicação devem se concentrar no futuro.

Comunicar com credibilidade, clareza e ética é vital para a sobrevivência do seu negócio, de sua marca, de sua reputação. E para comunicar com credibilidade, uma agência de comunicação é sua parceira ideal.

*José Luiz Schiavoni, jornalista, sócio-diretor da S2 Comunicação Integrada, é presidente da Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom, desde abril de 2002.

Aditivado

Saiba lidar com o e-mail

O e-mail é tido como um vilão da produtividade. Uma pesquisa realizada pela Tríade do Tempo, revelou que o Brasileiro gasta, em média, 3 horas diárias, para ler, organizar e responder seus e-mails! Sem uma estratégia, isso pode representar muito tempo perdido sem necessidade.

Para facilitar sua vida e lhe proporcionar mais tempo, aqui vão algumas dicas de gerenciamento do correio eletrônico dadas por Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo e produtividade pessoal:

1. Tenha um e-mail oficial e um e-mail secundário – quando precisar se registrar em sites duvidosos ou em malas diretas utilize sempre seu e-mail secundário, assim evita que seu e-mail principal fique cheio de bobagens.

2. Crie horários para checar suas mensagens – Desligue seu e-mail e crie horários específicos para checar novas mensagens. Minha sugestão é no máximo 5 períodos durante o dia, evitando as interrupções constantes. Se você precisar muito, crie uma regra em seu software para avisá-lo quando o e-mail de uma pessoa realmente importante chegar.

3. Ao ler um e-mail tome uma ação imediata – Se o e-mail exigir alguma ação que irá tomar até 3 minutos então, faça logo. Se você deixar para depois vai ter que reler o e-mail e tomar a ação que já poderia ter sido feita. Se exigir um tempo maior de 3 minutos delegue ou crie uma tarefa para atender a esse e-mail em um horário mais apropriado.

4. Evite manter sua caixa de entrada com muitos e-mails – Muitos e-mails podem significar muitas pendências. Se você precisa fazer algo referente a um e-mail defina isso em sua agenda e apague-o da sua caixa de entrada. E-mails acumulados podem ser fontes de esquecimentos, problemas e dificuldade de localizar informações quando precisar. Na caixa de entrada, mantenha apenas e-mails pendentes ou delegados à outras pessoas.

5. Utilize um software anti-spam – Se você utilizar o Microsoft Outlook, habilite o recurso de Lixo Eletrônico, caso utilize algum software anti-vírus, verifique se ele não possui em seu pacote um recursos de anti-spam (que em geral são mais eficazes).

Aditivado

No tom certo

A jornalista Claudia Matarazzo, autora de livros sobre comportamento como “Etiqueta sem frescura” e “Gafe não é pecado”, revela que existem regras de etiqueta para não errar o tom quando falamos ao telefone, afinal, ele continua sendo uma ferramenta de trabalho e deve ser operado com sabedoria.
Veja os conselhos:
Fale ao telefone, apenas
Por mais estranho que pareça, um telefonema requer mais concentração do que uma conversa ao vivo. Por telefone, a expressão facial e a linguagem corporal se perdem. Precisamos, portanto, usar nossa sensibilidade para interpretar o tom de voz e as sutilezas do que está sendo dito. Qualquer ruído estranho na linha (literalmente) pode ser deselegante ou comprometedor. Por isso, durante uma ligação, jamais aproveite para fazer um lanche, digitar anotações ou assinar documentos. Os aparelhos são sensíveis, o interlocutor percebe qualquer movimento estranho e vai concluir que você não está dando atenção a ele. Para evitar constrangimentos, concentre-se na conversa, e apenas nela.
Estabeleça prioridades
A cena, infelizmente, é comum: você está em reunião na sala de um sujeito e ele atende a três chamadas “urgentes” em meia hora. Em cada uma gasta “só” 3 ou 4 minutinhos. Ao desligar, se desculpa com ar de chefe superocupado. Pronto: lá se foram 12 minutos de sua preciosa meia hora. É um mistério por que isso acontece. Você está lá face a face, marcou a reunião com antecedência, mas quem telefona acaba tendo prioridade sobre a sua pessoa ali. É o cúmulo da falta de consideração e da inversão de valores, não é mesmo? Por isso, evite o telefone quando estiver com outra pessoa na sala.
Imagem é tudo
A mensagem gravada na secretária eletrônica diz muito a seu respeito. O tom de voz é tão importante quanto a mensagem em si. Voz soturna ou festiva passam uma imagem ruim. Fundos musicais e gracinhas não combinam com negócios.
Anote recados
Todo mundo já ligou para alguém e ouviu a secretária dizer “Lamento, ele está em reunião” ou “Está fora da empresa”. Pode até ser verdade, mas o que parece, de acordo com o jeito com que a pessoa falou, é que ela não quer falar naquele momento com quem a está procurando. Se o diretor ou presidente estiver mesmo ocupado, informe ao menos onde ele está, quando volta e quando vai retornar a ligação. Com isso, mostra-se boa vontade e organização. Importante: mesmo que você não consiga retornar a ligação no mesmo dia, peça que alguém o faça e marque uma outra hora conveniente para as duas partes.
Alô, sou eu
Se é você quem atende o telefone, redobre a atenção. Com a correria do dia-a-dia a tendência é de atender latindo. Para evitar isso, espere mais um toque para organizar os pensamentos. Se uma segunda linha toca enquanto está falando, atenda e peça à pessoa da segunda ligação para esperar um pouco. Se não der para falar naquele momento, diga que voltará a ligar. E ligue mesmo.
Quando não dá para evitar
Às vezes não tem jeito e temos que atender alguém na frente de terceiros. Tudo bem. No entanto, procure fazê-lo com discrição. Nada de gestos, caretas ou comentários tapando o bocal. Isso pega mal. Por outro lado, quem testemunha qualquer conversa ao telefone deve, literalmente, ficar surdo, e depois mudo. Comentar depois, nem pensar.

Aditivado

Seja amigo do português

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Você é amigo da língua portuguesa e sabe bem como usar as palavras (o jornalismo exige isso!), mas de vez em quando se pega com alguma dúvida na hora de escrever aquele texto. Uma boa dica para aprender mais sobre os segredos da nossa língua é acessar o blog do professor Sérgio Nogueira.
Autor de diversos livros sobre o tema e supervisor de linguagem em vários veículos de comunicação, ele ganhou notoriedade nacional participando do quadro Soletrando exibido pelo Caldeirão do Huck.
No post dessa semana o professor fala de palavras homônimas e parônimas. São ótimas dicas pra você não trocar ratificar por retificar, espiar por expiar, iminente por eminente etc etc etc.
O legal do blog é que tem sempre um teste pra avaliar se você está afinado com as regras da língua portuguesa.
Vale a pena conhecer e acessar sempre: http://colunas.g1.com.br/portugues/

Enquanto isso, teste seus conhecimentos com esses exercícios.

Que opção completa corretamente a frase “Espero que não ________ obstáculos ____ realização das provas, daqui ____ uma semana”?
(a) haverão / à / a;
(b) hajam / a / à;
(c) haja / à / a;
(d) tenham havido / à / há;
(e) haja / à / há.
Resposta do teste: Letra (c) – O verbo HAVER, no sentido de “existir”, é impessoal (=sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular (=haja). Se há obstáculos, é sempre “a” alguma coisa, ou seja, o substantivo OBSTÁCULOS pede a preposição “a”, que se junta ao artigo “a”, que define “a realização”, por isso ocorre a crase (=…haja obstáculos à realização…). A última lacuna deve ser preenchida unicamente com a preposição “a”, pois se trata de “tempo futuro” (=…daqui a uma semana). É bom lembrar que a forma verbal “há” só se refere a tempo decorrido (=faz): “Não nos vemos há uma semana” (=faz uma semana).

Que opção completa corretamente a frase abaixo?
“Era um texto tão __________ que ____________ muita discussão.”
(a) sucinto - suscitou;
(b) sucinto - sucitou;
(c) suscinto - suscitou;
(d) suscinto - sucitou.
Resposta do teste:
Letra (a). Um texto resumido, curto, objetivo é SUCINTO. E o verbo SUSCITAR significa “provocar, causar”.

O site Comunique-se traz uma reportagem interessante mostrando os mitos do jornalismo na internet. São sete. Confira a seguir:

primeiro mito: “O jornalista é ameaçado pelo jornalismo colaborativo”O jornalismo colaborativo abre um espaço para o cidadão falar e mostrar assuntos e fatos que, muitas vezes, não pode ser explorado pelo jornalista, já que há uma infinidade de notícias e o jornalista não consegue noticiar todos os fatos de uma determinada região.
“O jornalismo colaborativo prevê a elaboração em conjunto. Não vejo como uma ameaça, não existe a substituição do jornalista”, analisa Marcos Palácios, professor da Universidade Federal da Bahia e coordenador do grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line da Facom.
Caique Severo, diretor de Conteúdo do IG, acredita que o jornalismo colaborativo abre novas possibilidades. “O jornalismo colaborativo não é conflitante ou excludente. Acrescenta-se ao conteúdo natural”, afirma.

segundo mito: “No jornalismo on-line há mais independência que em outros meios”
Assim como nos demais meios, o jornalismo on-line também segue uma hierarquia. É o caso de blogs de jornalistas, que possibilitam grande liberdade e independência. Mas se um profissional trabalha em grande veículo e seu site pessoal é conhecido, nem todo conteúdo pode ser bem visto pela empresa em que trabalha.
Foi o caso do produtor da CNN, Chez Pazienza, que após publicar um post em que citou a emissora, foi demitido por não pedir autorização para tal citação. A CNN considerou o post ofensivo e afirmou que o produtor, que trabalhava desde 2003 na rede, não pediu autorização para citar o nome da emissora. “Nas empresas jornalísticas, on-line, os jornalistas não têm maior liberdade que em outros meios, há diretores e editores, assim como em outros meios”, afirma Palácios.

terceiro mito: “Não há espaço para grandes reportagens”
Há um consenso entre os jornalistas que as matérias on-line devem ser curtas e objetivas, mas isso não impede que grandes reportagens possam fazer parte do jornalismo on-line. Em fatos marcantes, grandes reportagens e matérias com várias angulações podem satisfazer o desejo do leitor de explorar melhor o fato. “Na Internet a possibilidade de aprofundamento é ilimitada, não há limite espacial, nem cronológico. O segredo é a combinação multimídia”, afirma Palácios.
Para Severo, na Internet há espaço para grandes reportagens, como em fatos que tenham grandes desdobramentos, como é o caso das eleições americanas. “Enviamos um repórter, Paulo Moreira Leite, para fazer a cobertura das eleições nos Estados Unidos. Ele sempre atualiza o portal com novas informações”, conta.
A maioria dos sites que mantém grandes reportagens na rede são as revistas. É o caso da Scientific American, que tanto na versão brasileira, como em todas as suas 14 versões internacionais, mantém grandes reportagens em versão multilinear, com navegação por até dez páginas numa mesma matéria.
Outro exemplo recente é o da Revista Amazônia, iniciativa do Estadão de grandes reportagens. A versão on-line traz, além de matérias com várias angulações, imagens, vídeos, infográficos, mapas, artigos, quiz e fórum. “Isso levanta a questão do design da informação. O design deve ser palatável para o leitor”, avalia Marcos Palácios.

quarto mito: “Quanto mais rápido a matéria sair, melhor”
A pressa pela publicação pode gerar informações distorcidas ou equivocadas. Eventos inesperados, como acidentes são exemplos.
No caso do acidente com o vôo 3054 da TAM, as primeiras informações que chegavam pelos portais eram desencontradas. A agência Investnews chegou a afirmar que um “angar” (sic) da TAM havia pegado fogo e fechado o aeroporto. “A velocidade do jornalismo on-line é a velocidade da ocorrência dos fatos. Mas não se deve sacrificar a qualidade em favor da velocidade”, completa Severo.

quinto mito: “Erros são perdoáveis devido à pressa”
Este é conseqüência do quarto mito. A apuração é algo inerente ao jornalismo. A velocidade do jornalismo on-line não deve pular esta etapa essencial. É raro alguém acessar a página de erratas de um jornal para conferir as informações. Por este motivo é importante verificar as informações antes de publicar.

sexto mito: “A barra de rolagem inibe a leitura”
Durante muitos anos, equipes de design primavam por um layout que evitasse ao máximo o “scroll” vertical das páginas. A popularização dos blogs certamente contribuiu para quebrar este paradigma: as primeiras páginas de alguns portais brasileiros trazem conteúdo relevante em áreas bem distantes da manchete principal. Experiências internacionais como o Clarín, da Argentina, ou o 20 minutos, da Espanha.
Um artigo do espanhol Eduardo Marchón, consultor de usabilidade, escrito no site Ainda, traz o seguinte trecho: “Nem sempre é preciso evitar o scrollbar. Não deve existir scroll para visualizar os conteúdos visitados mais freqüentemente, mas o resto de conteúdos não existe nenhum problema em que precisem do scroll. Desta forma o scroll passa a ser uma ferramenta de hierarquização dos conteúdos de uma página segundo a sua importância e freqüência de utilização”.

sétimo mito: “É preciso muitas imagens para atrair o leitor”
Recursos multimídia não faltam. Imagens são bem vindas, mas, além deste, outros recursos podem ser explorados como vídeos e podcasts. De acordo com pesquisa do Instituto Nielsen o texto chama a atenção do leitor antes das fotos, o oposto do que acontece na mídia impressa.

Aditivado

O negócio é ser feliz

A revista Você S/A divulga o “segredo de sucesso” da agência de publicidade paulistana Talent, onde felicidade no trabalho é assunto sério. Quem trabalha lá conhece de cor e salteado o manifesto escrito por Julio Cesar Ribeiro, fundador e presidente da agência. Vale a pena conhecer.
1) Assumir que tristeza não é parte obrigatória do ato de trabalhar. Ficar triste com o trabalho é como ir para o inferno todos os dias. O modelo ideal é trabalhar, rir e cantar.
2) É preciso ter consciência de que o ato de trabalhar não é a coisa mais importante que se pode fazer nesta empresa. Muito mais importante é pensar, é usar a inteligência no sentido de pensar soluções novas, produtivas e gratificantes.
3) Para pensar com produtividade, é preciso ter consciência da própria inteligência e da própria capacidade de realizar. “A Talent só vai ser a maior agência do Brasil porque eu trabalho aqui.”
4) A capacidade de resolver problemas está diretamente ligada à capacidade de apaixonar-se por eles. Sem paixão, tudo o que se produz fica medíocre.
5) O afeto e a solidariedade geram alegria. Quem não gosta dos outros está sempre
triste. Quem não é solidário produz pouco. Quem não gosta do cliente não faz sucesso. Estamos no negócio de pessoas.
6) Afeto, prosperidade e alegria é a melhor proposta de trabalho que alguém pode fazer.

O conselho é dado por Jim Lukaszewski, presidente do The Lukaszewski Group, professor adjunto da universidade de Nova York e um dos maiores especialistas mundiais em crises empresariais. Numa entrevista breve à revista Comunicação Empresarial, disponível na versão on line, Lukaszewski dá dicas preciosas para superar crises empresariais e reafirma a importância do comunicador dentro dos centros de decisão organizacional.

Lukaszewski fala que a informação é fundamental no começo de uma crise e revela que o mais importante nesse momento é não trair a confiança do público e dos funcionários, evitando o medo da organização. O comunicador finaliza lembrando que “geralmente, as crises que dão errado são aquelas em que a comunicação ficou esperando que o principal executivo tomasse alguma decisão”.

A íntegra da entrevista com Jim Lukaszewski está no site da revista Comunicação Empresarial - www2.ideavalley.com.br/aberje/flip/.